Porém, as etiquetas possuem um potencial muito maior e podem ser utilizadas como agregadoras, sendo uma ferramenta de aproximação com o cliente.
Para o Presidente do
Conselho do PROVAR/IBEVAR (Programa de Administração de Varejo) / Instituto Brasileiro
de Executivos do Varejo, Claudio Felisoni de Angelo, as etiquetas eletrônicas,
assim como qualquer outro dispositivo que contenha informação, gera uma grande
oportunidade às empresas, oportunidade esta que dependerá da criatividade de
cada um para elaborar ações que cativem o cliente. É possível ter “etiquetas
que vão desde simples informações diretas ao consumidor final até outras que
podem até mesmo estimular o consumo: informações sobre benefícios de um produto
ou questões mais interativas”, exemplifica Felisoni, que também relata que esse
potencial ainda não é explorado pelas marcas, mas que, gradativamente, pode ser
objeto de ações de marketing.
• Eficiência: atualização
de todos os preços de forma automática e instantânea;
• Segurança: comunicação
bi-direcional que garante uma gestão efetiva, rápida e segura;
• Trabalho com unidade de
medida (Projeto de Lei 4835/2009);
• Sustentabilidade:
credibilidade na operação que se traduz na valorização da marca;
• Economia: busca de uma
maior rentabilidade operacional.
Na opinião de Felisoni, a
tecnologia não somente apresenta vantagens para o varejo como auxilia toda a cadeia
de produção e distribuição. “Ela facilita o relacionamento, sintetiza a informação,
permite que informações sejam disponibilizadas com muito mais facilidade, de
uma forma muito mais rápida, e isso é fundamental em um ambiente em que a
informação é a essência da relação que se estabelece entre indivíduos e
organizações”.
Bernardes ressalta que as
etiquetas eletrônicas possibilitam posicionar as empresas de forma
diferenciada, garantindo ganhos na gestão de preços e melhores serviços oferecidos
ao consumidor.
Felisoni relata que o
mercado melhorou bastante, mas que existe ainda muita resistência e um jogo
para saber quem paga por essa tecnologia, mas que, em como qualquer avanço
tecnológico, gradativamente vai sendo absorvido de forma mais rápida, na medida
em que há uma utilização mais ampla e uma produção em escala maior. “Com a Etiqueta
Eletrônica é a mesma coisa. Há algumas dificuldades no que diz respeito a certos
produtos, ao tipo, formato ou a natureza do próprio produto, se são perecíveis
ou não, se são associados a bens de consumo ou bens duráveis”.
Etiqueta Eletrônica ESL
Uma
Etiqueta Eletrônica de Prateleira (ESL) é uma etiqueta com um display LCD,
compacta e sem nenhum fio, capaz de informar:
* Ao Usuário: o preço do produto, avisos
e dados sobre promoções, programas de fidelidade, mensagens promocionais.
* Ao Supervisor da loja: estoque,
facing, data de re-pedido, quantidade média de venda e validade de promoções.
De
acordo com Bernardes, as etiquetas desenvolvidas pela Seal Tecnologia possuem “comunicação
direta e rápida dos dados para as etiquetas nas gôndolas: atualiza até 300.000
etiquetas/hora. Utiliza tecnologia de comunicação por infravermelho e, assim,
elimina possíveis interferências com dispositivos de radiofrequência”.
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